É possível que nos últimos tempos você tenha passado a pagar o Imposto de Renda, ou então, passou a pagar um valor maior do que estava acostumado. Mas você sabe por que isso acontece? O imposto de renda é calculado de acordo com uma tabela, a qual é dividida em 05 faixas salariais, que uma tributação que vai de zero, ou seja, tem isenção, até 27,5% de imposto. Uma pessoa que tenha a renda mensal de até R$ 1.903,98 está isenta do imposto de renda, a partir desse valor, ela começa a pagar gradativamente, até o valor de R$ 2.826,65 7,5% de imposto, de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15%, de R$ 3.751,05 até R$ 4.664,68 22,5% e acima de R$ 4.664,68 27,5%, isto após as deduções previstas na tabela. O Brasil, durante muito tempo, principalmente antes do ano 1994 e o Plano Real, sofria fortemente com as taxas elevadas de inflação. A partir de então, houve estabilidade econômica. Nesse tempo, periodicamente o governo corrigia a tabela do imposto e assim fez até o ano de 1995. Entre os anos de 1996 a 2001, a tabela não sofreu nenhum reajuste das faixas salarias de incidência de imposto. No ano de 2002, autorizou-se uma correção de 17,5%. Nos anos de 2003 e 2004 não houve reajustes. Em 2005, houve um reajuste de 10%. Em 2006 foi corrigida em 8%. De 2007 a 2014, os reajustes anuais foram de 4,5%. Em 2015, em média, houve uma correção de 5,6% e de 2016 a 2018 não houve nenhuma correção. Segundo estudos do Sindifisco, feito com base nos dados do IBGE. A tabela de cálculo do imposto de renda está defasada em mais de 88%. O que significa que mais gente está sendo obrigada a pagar e mais gente está pagando mais valor de imposto de renda. Se fossem respeitados os índices de inflação para o período, hoje, nenhum contribuinte que receba até R$ 3.556,56 pagaria Imposto de Renda, lembre-se que o limite de hoje é R$ 1.903,98 para começar a pagar. Isso penaliza principalmente as pessoas com renda mais baixa. Uma pessoa que ganhe 4 MIL por mês, tem um desconto mensal de R$ 260,31 em sua folha de pagamento, o que equivalente a 693,40% a mais do que deveria pagar se a tabela estivesse justamente corrigida. Quem tem um salario de 10 MIL por mês, paga a mais 68,69% de imposto. Veja o quanto ela é mais injusta com os que tem menores salários. Correções quanto ao limite de deduções também deveriam acontecer. Por exemplo, dedução com educação, que está na faixa de R$ 3.561,80 ao ano, deveria estar em R$ 6.709,90. Dedução por dependente, que hoje está em R$ 2.275,08 deveria estar em R$ 4.826,28. Toda essa falta de correção na tabela, que não é nenhum benefício a mais, é apenas tornar justa a cobrança de tributos, só tem um benificiário, o Governo Federal. Sua arrecadação de imposto de renda, baseada nos salários dos contribuintes aumentou a cada ano, tanto em valores quanto em base de arrecadação e principalmente dos contribuintes de menor renda. Estamos vivendo em um período de muita reflexão, de não conformismo e de cobranças sobre os entes públicos, que notoriamente não fazem esforços aplicar corretamente os recursos arrecadados e nem para conter gastos desnecessários, apenas aliviam o sangramento das finanças públicas, utilizando-se do suor de seus desassistidos contribuintes. Robson Pezzini
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