1922 Surpreende e faz feliz os fãs do autor com uma produção igualmente objetiva e complexa, porém não é de modo algum simplista. Diretor e roteirista, Zak Hilditch cria uma narrativa direta e envolvente, que se permite usar cada minuto para desenvolver a perturbação que se abate em Wilf, mas sem se prolongar além da conta. A goteira logo em cima da poltrona de leitura, os ratos se apossando de cada canto e a casa se desfazendo gradualmente, assim como Lady Macbeth, ele não consegue tirar o sangue das mãos e o arrependimento o leva à loucura. 1922 é uma experiência imersiva na obra de King. É, sem dúvida, uma das melhores adaptações dele do ano.
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