Os Brasileiros naturalmente tem espírito empreendedor. Seja por observar uma oportunidade, suprir uma necessidade ou um desejo pessoal, muitos enxergam na abertura de um negócio uma oportunidade para conquistar seus objetivos e as suas realizações. Mas existe um fator determinante que pode fazer toda a diferença para iniciar e manter um negócio em funcionamento. O dinheiro. E quando o assunto é dinheiro, não são todos que se sentem confortáveis a respeito. Para muitos, este é um assunto complicado e até odiado. O vídeo de hoje vai trazer uma reflexão sobre quanto vai custar lançar “aquela ideia perfeita” e mantê-la em funcionamento até que possa andar com as próprias pernas? Quanto é preciso para abrir um negócio? Primeiramente, se você pretende abrir um negócio, deve estimar os custos iniciais. E dentro dos custos iniciais, você deve preparar um orçamento de gastos pessoais, isso mesmo, gastos pessoais! Qual é o mínimo indispensável para você sobreviver durante 18 meses, sem depender do negócio? Despesas domésticas, alimentação, vestuário, luz, telefone, etc... Faça um levantamento e um corte nessas despesas ao máximo possível, veja se você tem esse valor em poupança ou em algum fundo de investimento. Se você tem, ótimo, já pode ir adiante, se não tem, talvez não seja o momento de começar o negócio. O segundo passo é determinar quanto você vai precisar para preparar o negócio para o seu início, antes de abrir as portas ao público. São gastos com reformas, adequações, registros da empresa, as máquinas, equipamentos, treinamentos, a formação do estoque inicial mínimo de mercadorias, as despesas de criação de marca, identidade visual, publicidade e propaganda, entre outros. O terceiro passo é determinar qual será a sua necessidade de capital de giro. O capital de giro é o montante que você vai precisar mensalmente, para compensar a diferença negativa entre a receita gerada pelas vendas e todos os pagamentos das despesas. Conforme o tempo vai passando essa diferença vai diminuindo, até você alcançar o ponto de equilíbrio da empresa. Para determinar o capital de giro é fundamental saber o seu custo fixo. Que são todos aqueles gastos que vão acontecer, independente de você faturar um real ou milhares de reais, por exemplo: Aluguel, funcionários, FGTS, energia, água, telefone, contador, sistema... e por ai vai. Depois, você deve levantar os custos variáveis, ou seja, aqueles que vão ocorrer a medida que as suas vendas aconteçam, por exemplo: os impostos, as taxas de cartão de crédito, as comissões, as embalagens, os insumos, a mercadoria... O quarto passo é estimar o preço de venda dos seus produtos. E estimar o preço de vendas não é apenas colocar um percentual sobre o custo. Você deve observar o mercado, quanto ele paga, quanto ele está disposto a pagar. O seu produto tem exclusividade suficiente para você cobrar um preço alto? Qual o seu Posicionamento? Depois de estimar o preço, você deve calcular a margem de contribuição dos seus produtos, ou seja, quanto sobra do preço, menos, os custos variáveis, para pagar os seus custos fixos. Com esse resultado, você divide o montante de custos fixo, pelo percentual que sobra e acha o seu ponto de equilíbrio. Próximo passo é montar um fluxo de caixa para prever todas as entradas e saídas de recursos, assim você vai poder determinar a necessidade de capital de giro, que nada mais é do que a soma das diferenças de receitas menos despesas até chegar ao ponto de equilíbrio. Tendo esse valor, o ideal é que você dobre esse valor. Some as necessidades pessoais, os investimentos para começar a funcionar o negócio, mais o capital de giro, esse será o montante ideal para você começar um negócio. Você pode achar que essa soma é alta, tudo bem, mas tendo isso você terá confiança e força para seguir seus planos sem ser perturbado por forças financeiras externas. Robson Pezzini
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