*Mais uma vez o foco das eleições não será o Brasil* Se o engajamento visto nas redes sociais se traduzir em votos, os problemas do Brasil ficarão (mais uma vez) em segundo plano. O próximo presidente vai pegar um país com um grande número de desempregados, infraestrutura travada, 60 mil homicídios por ano, falta de vagas nas redes públicas de saúde e educação, dívida crescente e estagnado no setor externo. O maior dos problemas, sem dúvida nenhuma, é o problema fiscal. Será o sexto ano consecutivo de déficit das contas públicas, com dois estados quebrados (RJ e RS) e dois na iminência de quebrar (RN e MG). O gasto público precisa de um corte brutal. O ponto de partida? Os privilégios. Só o corte de salários acima do teto pode gerar uma economia de 20 bilhões de reais por ano. É pouco, perto da necessidade real das contas públicas mas é um ponto de partida. Primeiro resolver o déficit atual pelo lado das despesas para depois resolver a questão tributária. No primeiro momento simplificando e descentralizando os tributos e, posteriormente, reduzindo a altíssima carga tributária do país. Para que tudo isso seja possível se faz necessária uma reforma do estado. Mas uma reforma em que a população diga o que espera do estado e não o contrário, limitando sua área de atuação para que o mesmo foque na oferta de bens públicos e de serviços que sejam prestados com qualidade e com eficiência, para que o futuro das próximas gerações não fique ainda mais comprometido devido à gastança e ao descaso com o presente.
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