Foram duas horas de carro, um vôo de BH a São Paulo; um vôo de São Paulo a Salvador, um vôo de Salvador a Petrolina. Acordei 5h e 16h estava em Petrolina para casar um amigo. O vôo de volta, no dia seguinte, sai 12:00pm e chega 23:00 em BH. Do aeroporto até minha casa, são mais uma hora de carro. Parece só mais uma viagem naquele estilo “via sacra”, mas há algo ligeiramente diferente aqui. Eu conheço este amigo (o noivo da foto) há aproximadamente 15 anos, porém o encontrei pessoalmente, pela primeira vez, há 5 anos... no meu casamento. Naquela ocasião, tivemos a oportunidade de encontrar nosso grupo de amigos que se conheceu em jogos online e jogam juntos há muitos anos, mas até então só se identificavam por suas vozes do “team chat” e seus personagens com todas aquelas variedades de formas, tamanhos, raças, limitações e poderes. Hoje, vim devolver na mesma moeda. Agora é a vez deste aí se casar e juntar parte do grupo em Petrolina :) Porque estou dizendo disso? Vejo todos os dias pessoas reclamando de como a internet tem mais distanciado, do que aproximado as pessoas, ou que a internet nos previne de criar laços mais fortes com os outros, ou simplesmente reclamam que agora todo mundo fica no celular, ou no computador e ninguém mais se senta na calçada da rua para conversar, como nos velhos tempos. Eu fui criado no interior, também tenho um sentimento de nostalgia de muitas coisas que antes aconteciam e agora não mais, mas isto não deve ser motivo para alguém recusar ou lutar contra a sua própria adaptação a esta nova realidade em que vivemos. Pode ter saudade, só não pode ficar parado no tempo. A calçada mudou de lugar... mas ela ainda existe. Talvez você só precise olhar para ela com outras lentes.
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