Macron, presidente da França, acabou de encontrar um problema que esstatistas encontram o tempo todo. É a realidade. Vejam só, a França foi tomada por protestos. Muitos falaram que era por impostos e tal, e eu discordei. Eram, e ainda são, protestos por uma série de razões, feitos por uma população que adora um estado grande. 27% dos eleitores votaram em comunistas no primeiro turno, versus 24% que votaram em Macron. A prova disso veio quando o presidente cancelou o aumento dos impostos em combustíveis e os protestos continuaram iguais. A solução então foi óbvia: coisas grátis. Macron subiu o salário mínimo em 100 euros, além de dar várias isenções de impostos em recebimentos da população geral. Mas como bem sabe a galera que costuma assistir o canal, o peso do estado não é o que ele tributa, é o que ele gasta. Isso porque se o governo roda em déficit, terá que pegar dinheiro emprestado. Se fizer isso, juros tendem a subir e isso pode estourar a União Europeia, distorcendo juros pra todo lado. Justo por isso a União Europeia tem um limite de déficits que os países podem ter: 2%. Recentemente esse déficit voltou a disussão por causa da Itália, que berrou, chutou, chorou e esperneou para fazer um déficit de 2,4%. Não conseguiram. Com o aumento do salário mínimo os gastos do governo francês sobem. Com as isenções de impostos as entradas caem. Resultado: um déficit projetado de 3,4%. E o problema é que Macron não pode fazer isso. A UE veta. Ou seja, ou volta atrás, o que certamente vai motivar protestos, ou terá que cortar gastos (na prática, cortar coisas grátis para alguém), o que vai motivar protestos. Ops. https://www.zerohedge.com/news/2018-12-11/french-credit-risk-soars-macron-bailout-blows-out-deficit
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