Brasil cai no ranking de exportação Sinceramente dane - se. Como vamos ver mais para frente a balança comercial não é um bom meio de se medir a economia. Segundo relatório anual da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil caiu da 26ª para a 27ª posição do ranking dos maiores exportadores do mundo entre 2017 e 2018. Acredite, isto é bom. A maneira mais aceita para incentivar a exportação é desvalorizando a moeda. Pois, com isto iria aumentar a exportação (porque qualquer pessoa vai pensar, epa! Agora se eu vender para o exterior eu ganho mais) fazendo com que a demanda por bens aumente. Só que os economistas do governo não veem o lado ruim disto. Que nada mais é do que o aumento dos preços. Está é a consequência mais imediata e mais visível. Uma moeda fraca, longe de afetar exclusivamente os preços dos importados, afeta também todos os preços internos, inclusive dos bens produzidos nacionalmente. Isso é óbvio: se a moeda está enfraquecendo, isso significa, por definição, que passa a ser necessário ter uma maior quantidade de moeda para adquirir o mesmo bem. Não são apenas os preços dos produtos importados e das viagens internacionais que ficam mais caros. Bens produzidos nacionalmente também encarecem, pois as indústrias produtoras certamente utilizam insumos importados ou, no mínimo, peças importadas. Só por curiosidade o país que mais importa no mundo é o Estados Unidos, parece que não é a toa. Segundo os economistas desenvolvimentistas, a desvalorização do câmbio é o segredo para impulsionar a indústria e o setor exportador brasileiro. No mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores. Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo. E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional. Logo, a primeira medida dos comerciantes será a de diminuir a encomenda de novos mercadorias. Com isso, os fornecedores reduzirão suas encomendas para as indústrias. E as indústrias, por sua vez, reduzirão sua produção. Ou seja, uma desvalorização cambial impactou diretamente aquele setor que, segundo os economistas desenvolvimentistas, mais seria beneficiado por ela. Então, concluímos que a desvalorização cambial faz com que haja um aumento generalizado dos preços. Consequentemente, a renda real das pessoas diminui. Consequentemente, as vendas do comércio diminuem e os estoques se acumulam. Não há como uma economia se fortalecer se a sua moeda está enfraquecendo. Essa destruição do poder de compra da nossa moeda tem de acabar. Só assim será próspero o avanço econômico.
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