O projeto de educação do governo Bolsonaro é privatista e contrário à produção científica. O corte, anunciado pela mídia, é na verdade uma contenção de gastos, já que cortes no orçamento aprovado geraria grandes consequências legais ao governo. a contenção nada mais é do que a contenção de até 30% do orçamento de determinada área, no caso, algumas universidades de ensino superior. Após eleições conturbadas e polarizadas, as pautas de educação e saúde seguiam a aparecer como prioridade em todo espectro político, mas não é assim que o novo governo pretende levar a pauta. A declaração do ministro propunha a contenção financeira máxima permitida para três universidades específicas (UnB, UFF e UFBA). Os motivos ainda obscuros da contenção de gastos foram inicialmente determinados por conta da "Balbúrdia" que supostamente tomavam conta desses ambientes universitários. Sem nenhuma explicação sobre o que seria Balbúrdia ou alguma justificativa plausível em relação aos contingenciamento, a opinião pública já se irrita com a decisão do governo. As pressões tem dois destinos possíveis: a extensão dos contingenciamento para todas universidades, como resposta à crítica da isonomia do processo, ou o recuo e a manutenção dos investimentos previstos nas universidades. O que fica explícito é a falta de transparência e o projeto de sucateamento da educação e pesquisa no Brasil.
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