Em 2017 a Royal Society Health da Inglaterra fez uma pesquisa com 1500 jovens entre 14 e 24 anos para avaliar aspectos como saúde e bem-estar em relação ao Twitter, Facebook, YouTube, Snapchat e Instagram. No total, 70% desses jovens revelaram que o Instagram faz com que eles se sintam infelizes com a própria imagem. E, entre as meninas, a questão mostrou-se ainda mais alarmante: 90% estão insatisfeitas com a aparência. Ainda de acordo com a pesquisa, nos últimos 25 anos, as taxas de ansiedade e depressão aumentaram em 70% nessa faixa etária. A conclusão é de que o uso intenso das redes sociais tem contribuído significativamente para esse quadro. O aplicativo já tem tomado algumas medidas para ajudar pessoas com transtornos como ansiedade e depressão: há alguns meses, sempre que um usuário digitar na aba "Pesquisar" as hashtags #ansiedade ou #depressão, aparece uma mensagem na tela do app com três opções de clique. Ao clicar em “Fale com um amigo”, vem o conselho de uma conversa franca com alguém que você tenha certa intimidade e que você acredita que possa te ajudar. Ao clicar em “Falar com um voluntário da linha de apoio”, o Instagram fornece os contatos do Centro de Valorização da Vida (CVV), uma rede especializada em oferecer apoio emocional gratuito e sigiloso, por telefone, chat ou e-mail. A última opção, “Receba dicas e apoio” sugere ideias e práticas de relaxamento para acalmar a mente e o coração Outra medida que vai começar a ser testada a partir do próximo final de semana é a remoção do número total de curtidas em fotos e vídeos no feed em todos os tipos de perfis. Segundo a empresa, a mudança tem como foco promover a conexão através do conteúdo, e não dos números e das métricas de vaidade. Reduzindo, assim, a ansiedade de seus usuários e tornando as interações mais naturais.
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