Vi recentemente um amigo comentando a fala de Mijuca, adorado por muitos latino-americanos, sobretudo a esquerda brasileira. Impressionante como neste país os julgamentos de falas se dão pela pessoa e não pelo conteúdo expresso. Ora, reparem bem no que disse o político uruguaio: beira o absurdo alguém elogiar suas palavras! O amigo historiador, Murilo, inteligentemente e de forma muito sagaz brincou: “Vamos voltar no tempo e dizer aos judeus: "não fiquem dentro das câmaras de gás"! Vamos dizer aos russos: "não fiquem na frente das balas soviéticas"! Vamos dizer a Olga Benário: "não seja deportada pelo fascista Getúlio Vargas"! Vamos dizer aos fuzilados por Fidel: "não fiquem na frente do pelotão de fuzilamento"! Vamos dizer aos torturados na ditadura brasileira: "não se deixem torturar"! Pronto: tudo resolvido (...)” O pensamento acima dispõe muito sobre a ingenuidade, a irreflexão do uruguaio, mas, mais evidente ainda, é a pouca responsabilidade que Mujica atribui a Maduro diante dos atos cometidos contra os cidadãos venezuelanos.
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