A comida é sua melhor amiga e maior inimiga ao mesmo tempo? Comemos quando estamos ansiosas, bravas, angustiadas. Quando estamos tristes e nos sentindo sozinhas, sem propósito. Quando estamos em depressão. Comemos para lidar com coisas das quais poderíamos cuidar de outros jeitos, mais saudáveis para nossa mente e nosso corpo. Também comemos quando estamos felizes, queremos comemorar algo ou realizamos algum feito grande - mas comida não deveria ser uma forma de compensação. Sequer de castigo. Ao mesmo tempo, revistas, sites, médicos e nutricionistas nos dizem o tempo inteiro como comer é ruim. Quem aí não pensa até hoje na quantidade de chocolates e ovos de Páscoa que comeu no mês passado? Se não bastasse a demonização da comida, temos os exercícios físicos como punição. Logo, se comeu, tem que pagar. Daí surgem tantas outras expressões como “dia do lixo”, “pé na jaca”, “jaquei”, “pequei”. Mas comer não é pecado. Comer é necessidade física - e como é bom podermos adicionar um pouquinho de prazer em algo que a gente precisa fazer todos os dias, né? Às vezes salada, às vezes pizza e refrigerante, às vezes chocolate. E tá tudo bem. O que a gente não pode é suprir uma necessidade psicológica com mais e mais comida. E depois se culpar por isso, entrando num ciclo sem fim que pode levar às temidas compulsões alimentares.
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