O desenvolvimento econômico e social do Brasil passará pela via do gasto com educação, educação é investimento de médio e longo prazos, pesquisa e desenvolvimento P&D, de novas tecnologias. O corte de recursos da educação, por ora, possui implicações além do âmbito econômico e da inovação, haja vista que o investimento em capital humano promove ganhos sociais, políticos e de produtividade, sendo ele gerador de riqueza e renda. Apesar do tamanho da economia brasileira, que em 2018 ocupou a 9º posição do Produto Interno Bruto PIB em um ranking do Fundo Monetário Internacional FMI, suas bases atendem ao interesse da Divisão Internacional do Trabalho DIT, uma vez que ela é especializada como ofertante de bens e serviços de baixo valor agregado, ou seja, uma economia primário-exportadora, sendo essa uma característica da pauta de exportação dos países que compõem a periferia econômica do Capitalismo no mundo contemporâneo. Já os países centrais, ofertantes de bens e serviços de alta tecnologia e valor agregado, cujo comércio internacional alimenta o fluxo de convergência da renda global majoritariamente para esses centros. É a chamada vantagem comparativa, teoria desenvolvida pelo economista clássico David Ricardo (1817), que em 2019 não está sendo aplicada de modo elevar o país a um estrato de bem estar social desejável, mas sim alimentando os pilares, que ainda o mantém como periferia do capital no mundo.
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