O Ministério Público, seja Federal ou Estadual, tem como função precípua ser "o fiscal da lei". Nesse sentido, nada mais natural que o MPF solicite explicações de órgão importante tal como o IBGE a respeito dos cortes. Embora eu até considere que seja necessário o corte de determinados gastos no âmbito do Executivo, o Ministério Público Federal vem cumprindo sua função de modo exemplar. Segundo o pensamento extraído do MPF, uma redução na receita do Censo e, consequentemente, na sua cobertura, "interrompe a construção de séries históricas, em suas diversas análises e escalas, com inestimável prejuízo à construção de conhecimento, ao embasamento de políticas públicas e ao exercício da cidadania. O projeto escolhido por eleitores que elegeram Bolsonaro, por outro lado, está na linha de que o Estado brasileiro já gasta demais com programas e práticas que podem sofrer uma redução de custo, sem, talvez, perder qualidade. Outro ponto apontado é que faltam recursos em outras áreas mais urgentes, tais como saúde e segurança e que o corte em determinadas áreas pode ajudar a melhorar o desempenho orçamentário desses ramos.
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