Mãe reencontra filho sequestrado após 38 anos Essa semana tô a fim de publicar uma notícia boa envolvendo mães por dia. Será que eu consigo? Veremos. Você sabia que, em 2012, foi registrado o número de 500 sequestros de crianças por ano no Brasil? 479, para ser mais exata. Esse número é tão alarmante que a Fundação da Infância e do Adolescente passou a aconselhar os pais a fazerem a certidão de seus filhos ainda na maternidade e a providenciarem uma carteira de identidade com foto e impressão digital ainda no primeiro ano de idade do filho. Consegue imaginar uma dor maior para uma mãe do que ter o seu bebê roubado na maternidade? Eu não consigo. Infelizmente foi isso que aconteceu com Sueli Gomes Rochedo há muitos anos. Mas vem comigo que essa história tem reviravolta feliz no final! Sueli Gomes Rochedo, do Distrito Federal, morava em um abrigo desde os 9 anos de idade e tornou-se mãe aos 16. Depois de dar a luz no hospital, ela deixou seu filho com uma funcionária para fazer uma ligação telefônica e, ao voltar, seu filho havia desaparecido. Ela, que era apenas uma menina na época, achava que seu bebê estava morto. Sem ter tido sequer tempo de providenciar os documentos de seu filho, achava que os policiais não acreditariam em sua história e ficou bastante tempo sem prestar queixa. Quando finalmente prestou a queixa, em 2013, a dona do abrigo, que era a principal suspeita de ter levado seu bebê, havia falecido em 2012. Mas foi descoberto que o filho de Sueli havia sido entregue ao porteiro do prédio do médico que fez o seu parto. Ufa, conseguindo acompanhar por aí? Bom, acontece que o porteiro e a família se mudaram para Paraíba. Mas ao verificarem que eles tinham um filho de 38 anos, chamado Luiz, foi feito o exame de DNA entre ele e Sueli e descoberto que sim, era ele o bebêzinho tão procurado por ela durante todos esses anos. Sueli, de 56 anos, reencontrou seu filho, Ricardo Santos Araújo, hoje com 38 anos, em João Pessoa. Que presentaço de dia das mães, hein? Quer mais uma prova de como o timing desse reencontro foi impressionante? Luiz perdeu sua mãe adotiva há apenas 6 meses. Ao que disse: “Tive duas mães. Perdi minha mãe adotiva e agora Deus me deu de volta a minha mãe biológica. Ela já fez comida para mim, cafuné. Estamos juntos, lado a lado e para sempre. É um momento único, indescritível”.
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