“A Uber chega ao pregão em um momento diferente daquele experimentado por outros gigantes tecnológicos em suas estreias: tem um modelo de negócio cada vez mais caro e um crescimento em desaceleração” (2019, El pais). As principais questões envolvendo a empresa são a regulamentação e o modelo de trabalho. Sabe-se que o surgimento dessa empresa inaugurou o período de inovações disruptivas, economia disruptiva, que foi muito bem definida por Clayton Christensen (1997), como as inovações que originam outros mercados e um novo modelo de negócio, com soluções mais eficientes, se comparadas às existentes. Diante das principais tensões, pode-se citar a questão da regulamentação e o embate com os taxistas, cuja atividade possui forte regulação pública. A despeito do modelo de trabalho, surge a pauta da relação de trabalho existente, apontada por especialistas como precarizada e alienante. Em suma, apesar dessa exposição, a demanda por esse serviço continua utilizando-o como a alternativa mais viável de transporte particular. É válido ressaltar que a abertura de capital da empresa contribuirá para maior transparência em seus processos, o que tende a implicar no aprimoramento do negócio.
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