O corte de gastos é geral e, pelo visto, sobrou até pra um setor que apoia o Presidente. Como alguns já sabem, eu, particularmente, vejo com bons olhos medidas de redução de custos, embora nas áreas de educação, saúde e segurança sejam necessários melhores e maiores análises para que eventual perda orçamentária não prejudique muito a pasta. No caso específico do gasto militar do Brasil, penso que a questão deve ser observada por dois diferentes e paradoxais aspectos: Por um lado, tem-se que nosso país é tradicionalmente pacifista, não se envolvendo em conflitos tão facilmente - e, em regra, com ampla atuação em missões de paz e de ajuda humanitária em países em grave crise, tal como ocorreu no Haiti. Por outro, sabemos que o Brasil exerce uma função geopolítica importante no mundo e sobretudo na América do Sul, onde, além de ser o maior país, o mais rico e o mais populoso, é também aquele com maior voz internacional. Essa voz, por sua vez, protuberante que é, exige que o país tenha sempre um status militar elevado - nem que seja aparente. Infelizmente, o poder militar é fator que influencia diretamente em questões geopolíticas e negar isso pode ser perigoso. Nesse sentido, proponho a reflexão: cortar gastos dos militares é positivo?
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