Relações Diplomáticas brasileiras em novos rumos. Em 2019, com a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, a política externa brasileira sofreu drástica alteração. Para alguns, para pior. Para outros, para MUITO melhor. O imbróglio todo gira em torno das preferencias demonstradas pelo atual governo em comparação com seus antecessores. Os governos Petistas (2003-2016) sempre privilegiaram por manutenção de relações diplomáticas com países ideologicamente alinhados, embora não refutassem verbalmente. Lula, por exemplo, era um fiel admirador de Cuba Castrista e demais países com perfil político semelhante. Chegou a fazer com que o Brasil encabeçasse a resolução internacional de crise diplomática envolvendo o Ira, de Ahmadinejad, no que dizia respeito a enriquecimento de Uranio. Era mais próximo da Russia, de Putin, do que dos Estados Unidos de George W. Bush. Defendia e tinha como amigo o ditador venezuelano Hugo Chávez. Passava, ainda, a imagem de apoiador do regime do Hamas na Faixa de Gaza, defendendo a postura palestina em relação a Israel. Dilma, seguiu as diretrizes internacionais de seu antecessor e aprofundou as relações com a Venezuela, agora de Maduro, um governo amplamente questionado internacionalmente. Temer, por sua vez, ao assumir, começou a mudar os rumos da diplomacia brasileira. Porém, foi com Bolsonaro a maior mudança até então. E talvez esse seja, ao meu ver, um dos poucos pontos positivos do governo até então. O ex-deputado fluminense adotou uma postura firme com boa parte de países ditatoriais, entre eles a Venezuela e até mesmo a Coréia do Norte, ao passo em que aproximou o Brasil da única democracia consolidada do Oriente Médio: Israel. Com um discurso muito questionado (com razão) por não se manifestar contrariamente aos anos da ditadura militar no país, Bolsonaro não reconheceu o governo Maduro (já em seu 3º mandato e com a destituição de poderes) e se manifestou de modo totalmente favorável a Israel na questão Palestina. Para se ter uma ideia, o Primeiro Ministro israelense compareceu à posse de nosso Presidente, em uma ampla demonstração de aproximação entre os dois países. Na mesma esteira, as relações com os Estados Unidos também foram aperfeiçoadas, em uma clara tentativa de alinhamento brasileiro com a política estabelecida pelo presidente estadounidense Donald Trump, gerando desconforto em parte da oposição no congresso pátrio e, inclusive, no Prefeito Nova-iorquino que chegou a dizer publicamente que o brasileiro (e seu ódio) não eram bem-vindos em sua cidade. Particularmente, embora não apoie integralmente a postura em relação aos Estados Unidos, a posição tomada em relação ao Oriente Médio e, aqui na América Latina, em relação à Venezuela, pareceu-me acertada.
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