Sou a favor de que os membros do governo prestem contas e explicações, por mais que eventuais reduções de gastos possam ser defendidas. Embora politicamente o ato esteja sendo tido como (mais) uma derrota de Bolsonaro para Maia (ou para a Câmara, se assim preferir), nao vejo a convocação com maus olhos. Ora, é, afinal, mais uma oportunidade para a população e a sociedade se conscientizarem a respeito de suposta necessidade de diminuição orçamentária em determinadas áreas (educação, neste caso) ou, ainda, escutarem o argumento governista e fortificarem seu posicionamento contrário à política de Bolsonaro. Cumpre ressaltar, por fim, que a votação que decidiu pela imposição da visita ao Ministro foi bastante expressiva, com praticamente três vezes mais votos do que aqueles que entendiam pela desnecessidade (e dispuseram acerca de outras oportunidades nas quais o chefe da pasta da educação já visitará o Poder Legislativo). Foi um 307 a 82 que, nos Governistas, machucou mais do que o 7 a 1 da Alemanha.
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