[UM POUCO SOBRE PAULO GUEDES] Não tenho o hábito de endeusar ou idolatrar políticos. Penso que isso me ajuda - pelo menos um pouco - a enxergar a política como ela é: cheia de gente pra falar o que queremos escutar, mas com pouca gente pra fazer aquilo que é realmente preciso. Mesmo que impopular. Em regra, sabemos: nossos agentes políticos estão mais preocupados com dóllar na cueca, ou com a "mesada" no final do mês, ou com aeroportos pra parentes em Cláudio ou, até com Tripléx em praias paulistas. Tem até presidente que ultimamente a maior preocupação tem sido cuidar dos filhos de trinta ou quarenta e tantos anos, né...?! Por isso, gosto muito de acompanhar a equipe técnica, que transcende essa politicagem que tanto macula nosso país. E, com isso, não posso deixar de gravar aqui, minha admiração por Paulo Guedes, Ministro da Fazenda. Liberal (de um jeito que Bolsonaro nunca será), está enfrentando poucas e boas, quando, se quisesse, poderia estar no conforto de sua casa ou de qualquer outro lugar do mundo, desfrutando de seu patrimônio acumulado com muitos anos de trabalho, estudo e dedicação. Sem dor de cabeça nenhuma. Guedes assumiu a pasta - que é para alguns a mais importante de um governo - com a difícil missão de consertar as bagunçadas e destruídas contas brasileiras. Defende bandeiras impopulares sem medo. Dá a cara a tapa. Compra a briga com quem tiver que comprar. Mas não abaixa o nível. Escuta "piadinhas" machistas de políticos (que ironicamente se dizem feministas). “Tigrão ou Tchutchuca, Ministro?” e se mantém firme discutindo o que é para ser tratado: o plano de recuperação econômica do Brasil. Paulo Guedes não precisava estar ali, pessoal. E não precisava fazer nada pelo país. Ele não tem nenhuma dívida com o Brasil. Mas, ainda assim, saiu do sofá, do conformismo, do mero papel de espectador e, agora, está lutando a boa luta. Como um médico, para dar remédios amargos a uma economia que, de tão doente que está, não deixa de divulgar os tristes – mas verdadeiros - iagnósticos ruins. Porém está persistente. Utilizando remédios que ninguém teve culhão pra buscar. E, mesmo com as notificas que ele mesmo divulga, percebe-se a confiança que tem em seu trabalho. E sim, acho que conseguirá “melhorar” a economia do Brasil. Por fim, que o ministro siga assim, no auge de sua intelectualidade aos 69 anos, um economista que fez falta ao Brasil por décadas de mau uso da verba do pagador de impostos. Estou com você, Paulo Guedes!
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