Um presidente que rechaça seu povo. Após as grandes manifestações do dia 15, Bolsonaro que participava de um evento que possivelmente nem havia sido convidado (https://veja.abril.com.br/blog/radar/entidade-de-dallas-nega-ter-chamado-bolsonaro-ele-mesmo-se-convidou/) deu um dos seus depoimentos mais vexatório dos últimos meses. O presidente atacou os estudantes, professores e cientistas, os chamando de idiotas e massa de manobra (https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/05/bolsonaro-diz-que-manifestantes-contra-cortes-na-educacao-sao-idiotas-uteis-e-massa-de-manobra.shtml) deslegitimando não apenas as manifestações mas todo o conjunto de intelectuais que são responsáveis pelas produções acadêmicas do país. Duas contradições se tornam explícitas nesse caso: Como pode um presidente eleito com um discurso nacionalista atacar tão veementemente a educação e a ciência de seu próprio país? Atacar seu próprio povo? E em segundo lugar, como se pode falar em massa de manobra, pra um eleito que contou com as asneiras de Olavo de Carvalho, um caminhão de Fake News e até a famigerada mamadeira de piroca para manipular o povo? Como já anunciava Darcy Ribeiro: "A crise na educação do Brasil não é uma crise, é um projeto" Temos que perceber os destinos desse projeto: a privatização do ensino superior e da ciência no país (que muito agradaria a irmã de Guedes) ou a chantagem pela previdência? Seja qual for, desejo força para os estudantes e trabalhadores da educação.
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