Achei correta a postura dos parlamentares mineiros. Por mais que o governador Romeu Zema não possa ser culpado pela forma em que encontrou o estado - definitivamente largado por seu antecessor, Feranando Pimentel -, aumentar a remuneração de seus secretários nesse momento, além de um erro político, é também ilegal e pode configurar crime de responsabilidade. Nos termos da reportagem, "a Mesa da Assembleia alega que informações oficiais do governo de Minas mostraram que o Executivo mineiro estourou o limite de gastos com pessoal fixado pela LRF, chegando no exercício de 2018 a 66,65% da receita corrente líquida (os limite prudencial é de 46,55% e o teto de 49%). Pela lei, quando o limite prudencial, que equivale a 95% do total, é atingido, fica proibido dar reajustes ou adequar remunerações. “Dessa forma, não se encontra em conformidade com o texto constitucional proposição que pretenda deflagrar processo legislativo para aumentar subsídio de secretários estaduais”, diz a decisão". É importante ressaltar, ainda, que toda a campanha do governador e de seu partido foram baseadas na ideia de redução de gastos e custos estatais. Chegar agora, depois de eleito, e fazer o contrário não soaria muito bem para os eleitores que a ele confiaram seu desejo de mudança.
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