O registro de um funcionário pode gerar algumas dúvidas em relação a procedimentos e custos. No vídeo de hoje vou te exemplificar o cálculo dos custos básicos envolvidos no registro de um funcionário. A primeira variável para definir os custos de registro de um funcionário é o enquadramento tributário da empresa. Geralmente as empresas podem se dividir em MEI, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Para cada uma delas o cálculo é diferente. Outra variável que impacta diretamente nos custos de registro de um funcionário é a convenção coletiva, que define os pisos mínimos das categorias e os benefícios adicionais a serem pagos. Mas hoje vou abordar exemplos hipotéticos, que vão te dar uma noção bem perto da realidade dos custos e da complexidade dos cálculos. Digamos que o desejo é saber os custos de um funcionário que tem um salário de R$ 1.200,00. Via de regra todo funcionário tem direito ao 13 salário e o seu valor corresponde a 1/12 a cada mês trabalhado, ou seja, 8,34% por mês trabalhado. No caso do nosso exemplo isso dá R$ 100,00. Também todo funcionário tem o direito a anualmente a receber 1/3 de adicional de férias, ou seja, o valor do salário X 33,33% divido por 12, que no nosso caso dá R$ 33,33 ou então 2,78%. Sobre o salário, 13 salário e férias, incide o FGTS que é de 8%. Caso a empresa tenha que demitir o funcionário existe a multa de 50% sobre o saldo do FGTS, então é mais prudente considerar como custo 12% de FGTS. Então, somando salários, mais 13º, mais férias vamos ter o valor de R$ 1.333,33, multiplicando esse valor por 12 % vamos ter R$ 160,00 de FGTS. O INSS que corresponde a parte do funcionário, é descontado do valor do seu salário e deve ser recolhido pela empresa, então não é um custo a mais da empresa, ela apenas repassa o valor a Previdência. O que a empresa possui é o INSS patronal que pode ser recolhido de três formas: Se a empresa for MEI, esse valor corresponde a 3% do salário, se ela for do Simples Nacional, esta parte está inclusa na alíquota do Simples Nacional e se for do Lucro Real ou Lucro Presumido, vai recolher em torno de 27,5% ou 28% sobre o salário. Dessa forma sobre R$ 1.333,33 o MEI vai ter o custo de R$ 40,00, a empresa do Simples Nacional vai pagar de acordo com o seu faturamento e as do Lucro Presumido ou Real terá o custo de R$ 373,33 Diante disto os custos finais para registro de um funcionário ficarão da seguinte forma: R$ 1.533,33 para o MEI. R$ 1.493,33 para o Simples Nacional, R$ 1.866,66 para Lucro Real e Presumido. Lembrando que a parte patronal do Simples está recolhida junto com o DAS da empresa e varia de acordo com o faturamento, com percentual que variam de 1% a 9%. Prezados, este cálculo visa apenas dar uma noção básica dos custos de um funcionário, existem outras variáveis como vale alimentação, vale transporte, horas extras, insalubridade, periculosidade. O código CNAE, que representa a atividade econômica, em alguns casos de empresas do Simples, também impacta no cálculo do INSS. Quanto ao 13, férias, FGTS sobre a multa rescisões, cabe deixar claro que esses valores não serão pagos, ou seja, desembolsados mensalmente, mas, o correto é provisionar esses valores, para se ter fundos suficientes para a quitação nos momentos em que acontecerem e também para calcular os reais custos da empresa para efeitos de precificação, ponto de equilíbrio e outras projeções. Analise muito bem os custos da sua folha de pagamento. Faça esse acompanhamento mensal, faça reservas para rescisões, férias e 13. Se você conhecer bem esses custos, fica mais fácil e você torna essa provisão parte da sua rotina. Converse com seu contador, ele te ajuda..... Robson Pezzini
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