Sabe-se que o modo de produção capitalista fundamenta-se na organização das firmas para a produção de bens e serviços, alocando-os nos distintos mercados. Nesse sentido, o mercado de trabalho, por ora inserido no mercado de fatores de produção, organiza a oferta e a demanda pela força de trabalho, em observância aos níveis de qualificação e produtividade exigidos nos respectivos postos. A renda auferida pelo trabalhador é de suma importância na conformação dos perfis de consumo de uma sociedade, o que implica em termos agregados, no nível de atividade econômica, em termos regional é nacional. O acompanhamento das variáveis determinantes do emprego, e do desemprego, são indispensáveis, haja vista a necessidade de se fomentar os ganhos de eficiência, tendo em vista o efeito multiplicador na ordem econômica e social. Diante disso, o aumento da desigualdade da renda merece uma atenção especial, e justifica os estudos e as ações orientadas, que promovam a alteração dessa ineficiência na alocação do fator trabalho. A sistemática desse mercado, que reproduz inclusive, as fragilidades sociais decorrentes do nosso processo de formação histórica precisa ser alterada, tendo em vista que representam entraves ao desenvolvimento econômico e social.
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