O embate comercial entre os Estados Unidos e a China, a primeira e a segunda maior economia do mundo, tem provocado uma instabilidade no mercado financeiro, uma vez que os investidores buscam minimizar os riscos de perda nesse mercado. Incertezas promovem o fluxo de capital, que possui aversão ao risco, ou seja, às perdas. O episódio recente envolve as gigantes de tecnologias de ambas potências, a decisão do Google de dar as costas à Huawei promoveu o agravo das incertezas. As restrições ao fabricante Chinês tem elevado o temor dos investidores, cujas expectativas estão convergindo para impactos na cadeia de suprimentos da empresa. O comércio com a economia chinesa atualmente é o maior risco para Wall Street. A guerra comercial entre ambas, ao lançarem mão de práticas protecionistas e de barreiras alfandegárias, afeta os fluxos comerciais a nível mundial, diretamente e indiretamente, ou seja, as empresas envolvidas e toda a cadeia produtiva. Estaríamos diante de uma nova Guerra Fria? Pelo visto, como sempre, os impactos serão socializados e penalizarão as periferias globais.
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