Huawei sem Android O Google anunciou que vai suspender negócios com a Huawei. A empresa chinesa é a segunda maior produtora de smartphones do mundo. Seus aparelhos operam com o sistema Android, propriedade do Google, e esse é o maior golpe ao modelo de negócios da empresa. O principal problema de curto prazo é que os aparelho da Huawei pararão de receber atualizações completas do Android, recebendo apenas aquelas referentes a segurança e os próprios apps. Sobre os novos aparelhos, ainda não há uma posição oficial sobre a mudança. Esse congelamento de negócios faz parte de um atrito muito maior entre Estados Unidos e China. O governo Trump vem impondo tarifas a produtos chineses desde o ano passado, sob a justificativa de equilibrar a balança comercial entre os dois países. Com a Huawei, a coisa já fica um pouco mais específica. A empresa tem uma atuação muito forte na área de infraestrutura de telecomunicações, e era uma das especuladas para implementar a tecnologia de conexão 5G nos Estados Unidos. O governo então passou a impedir a atuação da empresa chinesa nesse processo, alegando preocupações de segurança nacional. A justificativa é de que a Huawei poderia plantar vulnerabilidades ou backdoors que possibilitariam acesso ou ataques pelo governo chinês. A empresa começou em novembro do ano passado a desenvolver seu próprio sistema operacional. Em declarações oficiais a Huawei disse que preferiria continuar usando o Android. É incerta qual seria a capacidade da chinesa de competir com os outros sistemas operacionais, como o IOS e o Android, mas a intensidade da presença dos aparelhos da Huawei faz com que não seja possível descartar a possibilidade. Essa ruptura na colaboração de países com perfis bastante diferentes começa a mostrar um movimento mais sério nos esforços de anti-globalização. A medida potencialmente também prejudica muitas empresas que tem um olho no mercado chinês, com sua população absolutamente gigantesca. O Facebook em especial vem tendo negociações agressivas, fazendo diversas concessões para atender requisitos de censura do governo chinês, para conseguir entrar no último mercado de porte gigantesco que ainda não tem presença da plataforma. Enquanto a situação não se normalizar entre China e Estados Unidos, esse objetivo vai continuar distante.
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