A miséria invade as calçadas de São Francisco. Parece haver um erro na localização dessa miséria, mas não há. A cidade mais turística do oeste dos Estados Unidos da América EUA registra um número recorde de pessoas sem teto. “De cada 10 pessoas habitantes de São Francisco, uma não tem onde durmir” (SANDOVAL, 2019). A extrema desigualdade compõe o cenário da cidade, que por ora encontra-se em uma crise que divide moradores, instituições e empresas de tecnologia. O processo de gentrificação tem sido determinante nessa realidade, haja vista a pressão dos super salários pagos no mercado de Tecnologia de Informação TI e seus efeitos sobre o espaço e os preços. Será a conformação social dos extremos, entre a miséria e a opulência, o paradigma do capitalismo contemporâneo? Pelo visto essa realidade não se limita aos países periféricos. Paradoxalmente, os EUA tem apresentado as menores taxas de desemprego na ordem de 3,6%, dados de Abril 2019, e em termos de crescimento econômico, o país mantém a hegemonia na primeira posição do ranking das maiores economias do mundo. A maior economia do mundo precisa fomentar o desenvolvimento econômico e social, conscientizar-se que o seu modelo de crescimento econômico tem gerado uma população miserável, para combater essas realidades dos extremos, essa elevada miséria.
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