Particularmente, tendo a ser favorável a deixar o COAF "vivo", porém integrado ao Ministério da Justiça, e não da Fazenda. Embora as atividades do citado Conselho envolvam eminentemente "finanças", trata-se de uma atuação muito mais investigativa e sancionatória do que consultiva. Se fosse o contrário, eu seria mais um a defender a manutenção com Paulo Guedes. Porém, na atual conjuntura, parece-me mais acertado transferir a Sérgio Moro essa responsabilidade. E, nunca é demais lembrar: o ex magistrado federal possui experiência, ainda que como julgador, em crimes envolvendo corrupção e finanças. Para finalizar, deixo trecho dito pelo Ministro chefe da Casa Civil para justificar a concordância do governo com a posição assumida pelo Congresso (que é diferente da minha, frisa-se): "O Brasil fez a investigação do mensalão e do petrolão com o Coaf no Ministério da Fazenda. Se nós olharmos os principais países do mundo, o Coaf ou órgãos assemelhados estão juntos aos Bancos Centrais desses países. São raros os casos em que estão próximos à Polícia Federal ou coisas análogas a isso", disse o ministro.
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