Como, salvo engano, já expressei em outra oportunidade: continuo sendo contrário a protestos realizados em dias úteis e em horários de movimento. E é um ponto onde tenho feito grandes reflexões, porque talvez eu esteja adotando uma perspectiva não muito liberal... Risos. Mas, sim, reafirmo que sou contrário. "Ah, Kym! Mas 'toda' manifestação é democrática e tem uma justificativa em si mesmo!" Calma aí, amigão. Se o "Mané Cult" lá do curso de Direito não concorda com o corte na educação, o Zé do Couve ou a Dona Maria da banca de revista não têm que pagar o pato e chegar em casa com horas e horas de atraso por conta da "democrática" exposição de inconformismo do estudante. Nenhum direito é absoluto. E, na maior parte das vezes, a regra que permite que eles sejam eventualmente relativizados parte do pressuposto que determinado direito e/ou prerrogativa utilizada de modo excessivo pode prejudicar que o mesmo direito seja exercido por outrem. Nesse sentido, em um (aparente) conflito de "liberdades", por exemplo, sou do time que defende que se deve privilegiar aquela que afeta menos a vida de terceiros. Isso, claro, depois de tentar conjugar ambas. Ainda quero entender: por que não fazer domingo? Ou sábado durante a tarde? A ideia é protestar contra o governo ou atrapalhar seus concidadãos?
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