O superministro da economia, Paulo Guedes, resolveu ir contra a maré em sua declaração de hoje, depois de declarar que o crescimento econômico deve assumir uma taxa positiva. Em um contexto no qual especialistas e a grande mídia assombram as manchetes diárias do país, alardeando sobre recessão, recessão técnica, estagnação e por tantos outros nomes, a realidade de baixa expansão do nível de atividade econômica. Diante dessa declaração evidencia -se a estratégia de “alimentar" positivamente a expectativa dos agentes econômicos. Basicamente, falar em expectativa na economia é de fato a variável determinante na tomada de decisão das famílias, das empresas e dos governos. Sabe-se que a microeconomia explica, e muito bem, as variáveis que condicionam o consumo, os gastos do governos e os investimentos do setor privado. Expressar-se positivamente na mídia, externalizando sua expectativa pode ser uma “cartada" muito sagaz. Tal fato possibilita uma expectativa positiva quanto ao médio e longo prazos, o que pode determinar a alavancagem do consumo e dos investimentos, melhor que todo pessimismo, até então constante, presente nos noticiários de economia. Lembrem -se da " marolinha" anunciada por uma autoridade política, há um tempinho.
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