Belo Horizonte teve uma das maiores manifestações do Brasil no dia 30/05. As avaliações do número de manifestantes ficaram entre 200 mil e 300 mil, configurando o ato de BH um dos maiores do país! Os atos que contaram com grande participação de estudantes universitários, técnicos administrativos federais e professores seguiram com as pautas de luta contra os contigenciamentos na educação superior e contra os cortes de bolsas de pesquisa e extensão em especial para mestrado e doutorado. Vi recentemente algumas críticas sobre o horário e o dia da manifestação, sugerindo que os atos estariam atrapalhando a sociedade, ou o funcionamento do dia a dia das pessoas por conta das ruas fechadas. Me parece uma crítica que entende manifestações ou paralisações de forma um pouco diferente do que sempre percebi. O ato de parar, de ocupar, é justamente uma forma de atrapalhar o movimento da cidade e da produção, com o intuito de colocar no dia a dia das pessoas quais as principais demandas populares. Exatamente por isso atos pequenos tem pouca relevância, por não impactarem em nada no dia a dia... A prática de paralisação e greve são formas de demonstrar a força que o trabalhador tem, e consequentemente a legitimidade se suas reivindicações. Manifestações domingo, ao redor de um grande pato amarelo, podem inclusive nos levar a reflexão de que a força política que ali existia não se passava muito pelo dia a dia da produção e sim pelo poder financeiro e cultural. Dia 14/06 tem greve geral!
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