Em um contexto político no qual líderes, e grupos políticos, assumem um discurso contrário no combate ao racismo, por muitas vezes pejorativamente, definido como mi mi mi; a afirmação de um diretor da agência antipobreza da Organização das Nações Unidas ONU, no sentido de que o “racismo é um problema econômico” chega em um bom momento, para endossar a necessidade de atendimento dessa pauta, pelo Estado brasileiro. A América Latina é a região mais desigual, falta inclusive oportunidades aos mais jovens, e mais violenta do mundo, segundo levantamentos internacionais, em análises de Lopez-Calva. O representante da ONU defende ações como cotas nas universidades e empresas, para negros, indígenas e minorias sexuais. Discursa em defesa do fortalecimento da educação pública, extremamente oportuno, já que assistimos a um processo de desmantelamento a começar pelas universidades e Instituições públicas. Não basta figurar entre as maiores economias do mundo, com taxas de crescimento econômico históricas elevadíssimas, sem promover o desenvolvimento econômico e social; sem o enfrentamento dos gargalos que conformam essa realidade a ser superada.
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