=História da Astronomia: China e Egito (parte 2)= Então, continuando com a história da Astronomia ao longo de séculos e civilizações, neste artigo falaremos as acepções do estudo dos astros na China e no Egito. Se você perdeu a primeira parte, vai lá no texto em que falo sobre os primeiros astrônomos da história: os sumérios, da Mesopotâmia. =China - s. IX a.C.= Na antiga China, aconteceu um movimento muito semelhante ao da Mesopotâmia, pois a astronomia era mais voltada à astrologia e à religião. Na verdade, é até difícil remontar essa história. Infelizmente, em 213 a.c, todos os livros foram queimados por um decreto imperial de textos que destoavam da ideologia vigente. Bem Fahrenheit 451! O que se sabe de mais antigo está datado no século IX a.C. Nesses registros, fala-se muito sobre a previsão de eclipses, uma vez que os chineses tinham conhecimento de suas periodicidades. Mas vale ressaltar que até os gregos, a cosmologia — estudo da estrutura e evolução do universo, como um todo — era bastante básica. Apenas chegando à Era Cristã que previsões do movimento lunar passaram a ser mais teóricas e acertadas. Curiosidade: Os chineses acreditavam que os eclipses solares eram “anormais”. Eles eram associados a um dragão que queria devorar o Sol. =Egito - 2000 a.C.= Apesar da astronomia egípcia também ter sido bastante rudimentar, eles contribuíram significativamente para a difusão das ideias e dos saberes mesopotâmicos. Os povos do Egito foram os responsáveis por levar o conhecimento da Astrologia e Astronomia babilônicas ao Ocidente. Lembrando que a Babilônia foi um importante centro cultural no centro-sul da Mesopotâmia. Inclusive, pela economia egípcia ser basicamente agrícola e regida pelas enchentes do rio Nilo, adoravam ao Sol. *Curiosidade: As famosas pirâmides, além de serem monumentos arqueológicos e túmulos para os faraós, foram muito importantes para a astronomia da época, por causa da orientação que possuem.* Especula-se que a pirâmide de Gizé tenha sido um observatório: ela foi construída na direção da estrela polar da época (Alfa do Dragão), relacionada ao culto de Sothis — a estrela de Sirius, divindade que anunciava as inundações do Nilo.
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