=História da Astronomia: Grécia (parte 3)= A Grécia Antiga (300 a.C. a 700 d.C.) foi uma verdadeira revolução na história da Astronomia. Diversos observadores contribuíram de maneira significativa para os conceitos de cosmos e métodos científicos da maneira como ainda é entendido atualmente. Os povos helênicos foram divisores de água por se afastarem das questões místicas para se aproximarem a ideias consistentes e úteis; assim, uma compreensão dos fenômenos celestes. A seguir, listarei alguns dos grandes filósofos, matemáticos, engenheiros e astrônomos e quais foram seus aportes à cosmologia: - Tales de Mileto (s. XVII a.C.): já conhecia a curvatura da Terra e que a Lua era iluminada pelo Sol. - Pitágoras (s. XVI a.C.): para ele, a Terra era esférica (cuidado, terraplanistas!), assim como a Lua e os planetas; da rotação e revolução da Terra, de Mercúrio e Vênus — dois planetas inferiores — ao redor do Sol . No s. III a.C., com a dissolução dos estados gregos, o novo polo filosófico, literário, científico e da medicina se concentrava na Escola da Alexandria (Egito), onde houve expressivos avanços. Não se limitavam a apenas resultados numéricos como se fazia antes, mas aplicavam medidas sistémicas e aplicavam leis da geometria. - Aristarco de Samos (s. III a.C.): comparou quantitativamente a distância entre o Sol e a Terra, entre a Lua e a Terra, e o diâmetro desses três. Foi o primeiro a difundir o sistema heliocêntrico (o Sol no centro do universo). Aristarco foi um verdadeiro outsider de sua época, com ideias a frente de seu tempo. Prontamente foi esquecido pelas gerações futuras. - Eratóstenes de Cirene (s. II a.C.): este comparou a diferença em latitude entre dois lugares deduzindo os primeiros valores da circunferência e do diâmetro da Terra; ou seja, o grau de arco sobre a superfície do planeta, entre Alexandria e Siena (Egito). - Hiparco (s. II a.C.): o observador empreendeu um catálogo estelar. Imagine, só se ultrapassou esse trabalho com precisão no s. XVI! As observações foram sendo aprimoradas ao passo do tempo, com novas técnicas matemáticas e material mais concludentes dos movimentos planetários. - Ptolomeu (s. I d.C.): continuou o trabalho de Hiparco em sua famosa obra “Almagesto”, com influências, também, do filósofo Aristóteles. Sua teoria se converteu em um dogma que durou bastante tempo, até Copérnico e Galileu — séculos XV e XVI. Por fim, acabou situando a Terra como centro do universo. Atente-se à importância das teorias ptolomaicas: cristãos na Síria e árabes em Bagdá continuaram desenvolvendo-as. Continuaremos com a história da astronomia na Idade Média!
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