Obviamente é difícil ser favorável a cortes de verbas para a educação. No entanto, não se deve deixar de analisar que nenhum agente público, pensando em seu capital político adotaria uma medida dessas por "maldade", afinal ela acabaria acarretando repercussões ainda mais negativas a ele. Se qualquer governante chega ao ponto de adotar alguma postura assim, certamente é porque alternativas cogitadas não se mostraram suficientes. E penso que a situação que levou a essa ação de Jair Bolsonaro é mais flagrante do que parece aos nossos olhos: falta de dinheiro. Como sabem (ou pelo menos deveriam saber), não existe almoço grátis. Nem universidade pública gratuita. Alguém paga. Alguém sempre está pagando. E é assim também com as Bolsas de Mestrado, Doutorado ou mesmo PhD. Por isso, enquanto o governo não reduzir determinados gastos, não pode assumir outros novos, sob o risco de não cumpri-los e, ainda, afetar toda a sistemática de desenvolvimento econômico no país - responsável por gerar emprego e mesmo estabilidade na moeda.
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