** Os gentes econômicos (famílias, empresas, governos) assumem um determinado perfil de consumo de acordo com a renda e as expectativas, concebidas no presente, com relação às decisões futuras. Reflexo da atual conjuntura econômica, caracterizada pela elevada taxa de desemprego que se encontra na ordem de 12,5% ou 13,2 milhões de trabalhadores, associada às baixas expectativas de crescimento econômico. O ano de 2019 que perpetua o cenário de baixo crescimento, o que afeta completamente os mercados e o nível de consumo de determinados bens e serviços. A matéria em questão, discorre sobre a mudança no perfil de consumo da classe média brasileira, mas é válido lembrar que os estratos sociais que mais sentem esses impactos nos bolsos começam nessa classe, não se limitando a ela, haja vista que ocorre inclusive o aumento da pobreza (e da extrema pobreza). Como o dinheiro está mais curto para essa classe, imaginem para os demais de baixa renda, observa-se a aplicação de uma racionalidade econômica, no que tange na prática a tomada de decisões, as análises de custo benefício e o aumento da demanda por bens inferiores (aqueles pouco demandados quando o bolso está cheio). Nesse sentido, percebam a influência de uma decisão política, também chamada de política econômica, no seu dia-a-dia. Tudo isso, mais que justifica engajamento social em sua formulação.
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