Pensando como um economista? Sabe-se que as questões que envolvem as Ciências Sociais Aplicadas são complexas e multifacetadas, não possuem a objetividade das Ciências Exatas, uma vez que a tomada de decisão dos agentes econômicos, aspecto microeconômico, é influenciada pelo subjetivismo. Nesse sentido, a objetividade tão almejada por essa ciência, nas análises econométricas-matemático-estatísticas, é uma alusão ao objetivo. É válido ressaltar que essas variáveis são originadas a partir das decisões individuais de cada agente. Logo, esperar objetividade em suas mensurações, seria negligenciar e omitir muitas variáveis, que atuaram no sentido de conduzir o indivíduo à determinada escolha. Essa tomada de decisão, por exemplo, é influenciada pelas expectativas dos agentes. Pode-se afirmar que, “os economistas tentam abordar a sua disciplina, com a objetividade dos cientistas. Como todos os cientistas, eles formulam hipóteses apropriadas e constroem modelos simplificados para entender o mundo que os cerca” (2005, p. 5, MANKIW). Em linhas gerais, o campo da economia se divide na microeconomia e na macroeconomia. Sendo os microeconomistas estudiosos da tomada de decisão pelas famílias, pelas empresas e governos, e suas interações. Já os macroeconomistas estudam a economia em termos agregados, ou seja, estudam as forças e tendências, que na prática são resultantes das decisões individuais. Em termos analíticos, existem os cientistas econômicos que fazem declarações positivas acerca da realidade, ou seja, basicamente a descrevem. Por outro lado, existem os profissionais que são declaradamente normativos, ao tratarem a realidade sob a perspectiva de como o mundo deveria ser. (2005, p. 6, MANKIW). O grande desafio do século XXI, ao meu ver, na maioria das economias capitalistas do mundo ocidental é a administração dos recursos escassos (e também à luz da sustentabilidade), no escopo de um Estado Democrático de Direito, em observância à pluralidade de forças a serem atendidas na alocação eficiente desses bens e serviços. Os antagonismos entre riqueza e pobreza (e o seu enfrentamento), as elevadas disparidades sociais (resultante da extrema concentração de renda) e o debate sobre os limites entre Estado e economia. O mundo contemporâneo traz consigo a necessidade de mudanças de paradigmas, uma vez que esse mundo é outro. Não podemos incorrer a anacronismos, que muitas vezes são perpetuados cegamente pela academia, por instituições ou pelo oportunismo dos indivíduos. Nem a ciência tão pouco o método científico devem estar em desacordo com o seu tempo, mas sim assumir a construção de um caminho capaz de nos conduzir do presente, para um futuro melhor, com outros desafios a serem superados. Fonte: MANKIW, N. Gregory et al. Introdução à economia. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.
1 comment
1 comment