Por que os economistas, culturalmente falando, defendem tanto o ato de poupar por parte dos agentes econômicos (Famílias, Empresas, Governo)?   Na prática, associamos o adjetivo “econômico” àquele agente econômico/ indivíduo que aloca racionalmente sua renda dentre as opções de consumo (no presente), ou seja, uma pessoa/ empresa capaz de direcionar renda para além do consumo, seja como poupança (que apesar de baixo retorno, possui também baixo risco), seja ao aplicar em ativos financeiros (distintas possibilidades de risco e retorno nos mercados financeiros), em ativos monetários (moedas, taxa de câmbio) ou nos ativos reais (que no mundo contemporâneo tem se tornado um investimento pouco atrativo, haja vista a análise de custo e benefício inviabilizar os investimentos reais e em contrapartida a possibilidade de se especular, ao lançar mão de títulos com maior retorno no mercado financeiro). Quando poupamos (descentralizamos dinheiro que será capitalizado ao longo do tempo) e prevalece, no presente, a racionalidade do custo-benefício, do custo de oportunidade e do risco-retorno, ao não consumir todo o dinheiro. Nesse contexto, ao escolher pela poupança, o agente opta pelo retorno do capital, que por ora será acrescido da taxa de juros. Essa postura de poupador, favorece o aumento do montante de capital poupado inicialmente, fato que potencializa a sua entrada nos mercados financeiros, assumindo uma postura, em observância ao respectivo perfil do investidor, seja ele conservador, moderado ou arrojado. Em linhas gerais, existem distintos perfis de investidores em virtude da relação deles frente às variáveis de risco e de retorno inerentes ao sistema capitalista (e à vida também). O investidor conservador possui aversão ao risco, logo se satisfaz com os baixos retornos em contrapartida à segurança na gestão de seus ativos. O perfil moderado pode vir a assumir risco em determinado cenário econômico. Já o arrojado/ agressivo vive em função da atividade especulativa, haja vista que busca elevados retornos ao incorrer a riscos. A integração existente entre as praças financeiras globais, no mundo contemporâneo, favorece o fluxo de capitais. Infinitas se tornaram as possibilidades de composição de uma carteira de ativos, pois são muitos os ativos ofertados. Recentemente, a Bolsa de Valores brasileira (a B3) juntamente com o Tesouro Direto superaram a marca de um milhão de investidores pessoa física em renda variável. Nesse sentido, o mercado financeiro que é formado por “Instituições financeiras, por meio das quais os poupadores podem fornecer fundos diretamente aos tomadores de empréstimos” (MANKIW, 2005), em específico o brasileiro, encontra-se em um processo de expansão, o que levará à sua maior expressividade no cenário mundial.
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