A grande reforma carro chefe do Governo de Jair Bolsonaro é a Reforma da Previdência. Segundo o superministro da economia, Paulo Guedes, país voltará a crescer após essa reforma (que vem sendo anunciada como a panaceia para a economia brasileira). Inicialmente, os consensos entre especialistas de distintas áreas estão escassos, observamos um embate entre os defensores da responsabilidade fiscal e os defensores da responsabilidade social (pauta da nossa Constituição Dirigente de 1988). De um lado pode-se ouvir que “Muita gente vai pagar. O que precisamos fazer é uma reforma que alie responsabilidade fiscal com responsabilidade social”. Por outro lado, Pensando em cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar as pessoas de alcançar a sobrevivência na velhice”. Diante de todos esses pontos de vistas, me posiciono a favor de uma reforma que seja em observância, e em preservação, às garantias constitucionais de 1988. Que incorpore a mudança do perfil etário nacional (pontos abordem a questão da nossa transição demográfica). Sou contra a desconstitucionalização de toda a proteção social. Sou contra a insegurança jurídica, diante da possibilidade das pessoas trabalharem sem a perspectiva/ expectativa de se aposentarem. Sou contra a capitalização da previdência. Sou contra porque desconheço o custo dessa reforma, em termos do salário mínimo. Imaginem, não sei quanto custará para eu capitalizar mensalmente. Sou contra a uma reforma previdenciária sem uma reforma fiscal.
0 comments
0 comments