O Governo Federal estuda concentrar os recursos do PIS/ Pasep que não forem sacados pelos seus donos e que estão depositados nos três bancos públicos BNDS, Banco do Brasil (BB) e Caixa. O interesse da pasta nesse recurso deve-se ao fato do mesmo representar um aporte primário próximo dos 20 bilhões (quanto menos pessoas forem retirar esses benefícios, mais próximo desse montante seria a entrada no Tesouro Nacional). Os estudos para a execução desse procedimento analisam, inclusive, o risco de ser contestada judicialmente como expropriação. É válido ressaltar que esse recurso é originado a partir de contribuições sociais, PIS/ Pasep, recolhidas pelas empresas e que ajudam a financiar benefícios aos trabalhadores. A liberação desse recurso para o trabalhador promove o aumento do nível de consumo na economia, o que tem potencial de gerar um efeito multiplicador significativo, em tempos de recessão. O seu aporte no Tesouro Nacional causaria um impacto fiscal primário, em uma conjuntura de frustação das receitas tributárias, o que tem justificado a necessidade de uma política de austeridade fiscal pelo Executivo.
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