Algumas políticas "internacionais" são, para dizer o mínimo, irreflexivas. Não que a fonte e a inspiração de eventual evento devam ser os únicos balizadores de uma medida, mas não é estranho a OIT (Organização Internacional do Trabalho) nunca ter dito um "A" sobre o espelhamento fascista que nossa CLT teve na carta trabalhista da Itália de Mussolini? Por que implicam agora? Parece-me, aliás, que o Brasil está retomando rumos de desenvolvimento. Talvez isso não importe para eles. Talvez o preocupante seja que desde a reforma a contribuição sindical não é mais compulsória. Ou seria outro problema? De fato, se tem algo que não entendo são alguns posicionamentos de organizações internacionais sobre o Brasil. Seja a OIT... Seja até a ONU. Escreveu a reportagem: "Em sua defesa, o governo garante que "não violou qualquer" convenção da OIT e que sua legislação é "moderna". Brasília também alega que, depois de ter sido revista por diversos orgãos e comitês, a reforma trabalhista "está em linha com o sistema legal e não viola nem as leis domésticos e nem internacionais". Mas foi a forma pela qual se defendeu que foi recebida com surpresa em Genebra. "É, acima de tudo, um ato democrático e soberano, cujo objetivo é o de permitir negociações coletivas, livres e voluntárias com certeza legal", explicou o governo na carta. Em outro trecho do comunicado, o governo também avisou que não aceitaria que assuntos domésticos brasileiros sejam levados em consideração".
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