=A música e o desenvolvimento dos bebês= __ _“Antes de uma criança começar a falar, ela canta. Antes de escrever, ela desenha. No momento em que ela consegue ficar de pé, ela dança. A arte é fundamental para a expressão humana.” - Phylicia Rashad_ Antes de ser mãe, eu achava que o gosto pela arte era algo que precisava ser ensinado. Mas não é, a nossa conexão com ela é inata. A Luna sempre gostou de música, por exemplo. Ouvir, cantar e dançar são atividades que acalmam ela e isso não fui eu quem passei. Veio com ela. Hoje, eu separei 3 notícias envolvendo pesquisas com bebês (que são seres que se comportam com menos condicionamento social) e a música para ilustrar a conexão sensacional entre os seres humanos e a arte. Na ordem da mais antiga para a mais nova: ** *Bebês de 5 meses conseguem diferenciar músicas tristes das alegres* Em 2011, pesquisadores da Brigham Young University, nos Estados Unidos, conduziram um estudo que comprova que se pode diferenciar uma canção triste de uma alegre a partir dos 5 meses de vida. Para chegar a este resultado, estudiosos reuniram 96 bebês de 5 e 9 meses e os submeteram à audição dos tipos de música. Quando a música triste era liberada aos menores, a expressão facial das crianças era emocionalmente neutra. Ao ouvir a canção animada os bebês de 5 meses demonstravam interesse, fitando os olhos por alguns segundos. “Eles não entendem o que é alegre e triste, mas certamente sabem que são coisas diferentes”, explica o psicólogo infantil Marcio Ferreira Jr. ** *Música é leite para os ouvidos* A música é como se fosse “leite” para os ouvidos, pois nutre a relação entre mãe e filho. Em 2017, um estudo da Universidade de Miami (EUA) analisou 70 interações em que a mãe cantava para o bebê e concluiu que a música é tão eficiente em manter os pequenos atentos e entretidos quanto um brinquedo. E pela minha experiência, inclusive, muito mais. Os bebês recebem uma importante estimulação sensorial que ajuda no desenvolvimento da linguagem e no fortalecimento do vínculo. ** *Música ajuda no desenvolvimento cerebral de bebês prematuros* Este ano, pesquisadores da Universidade de Genebra (UNIGE) e dos Hospitais Universitários de Genebra (HUG) propuseram uma solução original para o neurodesenvolvimento de bebês prematuros: música. “O instrumento que mais gerou reações foi a flauta de encantadores de serpentes indianas (o punji), crianças muito agitadas se acalmaram quase que instantaneamente – sua atenção foi atraída pela música!”, diz Lara Lordier, PhD em neurociências. Para testar, os cientistas usaram ressonância magnética funcional em repouso nos três grupos pesquisados: bebês prematuros que ouviram a música, um grupo controle de bebês prematuros e um grupo controle de recém-nascidos aos 9 meses. Imagens médicas revelam que as redes neurais de bebês prematuros que ouviram a música estão se desenvolvendo muito melhor! Lindo demais, né? A arte como uma ferramenta para a medicina (ou seria a ciência um braço da arte?) é uma misturinha que dá gosto de ver.
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