A pauta da Reforma Previdenciária tão defendida pelo poder Executivo, sob o argumento da responsabilidade fiscal, coloca em risco a responsabilidade social do Estado até então constitucionalizada desde 1988 (pela nossa Constituição Cidadã de 1988). É nítido o interesse do Governo em desconstruir uma rede de proteção social básica e especialmente de sob cuidado privado, haja vista que o regime de capitalização proposto coloca o trabalhador diante de uma carteira de serviços securitários no mercado financeiros (inicialmente diante da necessidade de poupar sozinho para a própria aposentadoria). Há muita obscuridade na proposta, o que é inadimissível, seria como “assinar um cheque em branco” e com recursos infinitos disponíveis para saque. Inicialmente, não se sabe quem administraria o sistema, mas sabemos que o mercado financeiro (os bancos) seria o principal interessado. Sabemos que a cada dia as economias do mundo tornam-se mais financeirizadas, ou seja, há muitas economias a serviço do capital financeiro, economias ricas e economias pobres. Imaginemos uma economia rica como a brasileira, cuja grande maioria dos seus cidadãos é pobre, sob o dilema de capitalizar ou almoçar? Esse tradeoff é totalmente pertinente, uma vez que desconhecemos o custo dessa proposta de capitalização (nem em termos mínimo a conhecemos).
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