A atual conjuntura econômica, mesmo após a Reforma Trabalhista (apontada politicamente como um entrave à alavancagem do crescimento econômico), permanece em recessão técnica (haja vista as pequenas taxas de crescimento observadas nos últimos anos). Os indicadores do nível de atividade econômica a cada dia refletem a realidade de elevado desemprego, hoje na ordem de 12,50%, que afeta diretamente o consumo das famílias, cuja demanda se limita ao essencial. O varejo é o mercado de consumo das famílias e nesse caso evidencia a situação de demanda reprimida. As expectativas de investimento, tanto do setor privado quanto do setor público, não existem, o que não promove o efeito multiplicador sob a matriz de insumo-produto de nossa economia. O cenário de insegurança jurídica tem contribuído diretamente para essa situação, já que implica na redução das expectativas dos agentes econômicos com relação ao futuro da economia. A atual propaganda do governo está voltada a condicionar a alavancagem da economia à aprovação da reforma previdenciária, quase de modo estelionatário, ao não abordar as grandes questões impeditivas e o foco político motivador (desconstitucionalizar a responsabilidade social do Estado).
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