É do conhecimento de todos, pelo menos deveria ser, que a economia brasileira, em termos de Produto Interno Bruto PIB ocupa a 9ª posição no ranking (composto pelo somatório em termos monetários das variáveis agregadas de consumo, gasto governamental, investimentos e pelas exportações líquidas), dentre as maiores economias do mundo, segundo o Banco Mundial (com base nos dados de 2018). Nesse caso, podemos afirmar que produzimos muita riqueza, mas estamos inseridos em um arranjo social de elevada concentração de renda (elevada disparidade social e econômica).  A despeito do nível de bem-estar social, seguimos esperançosos em nosso projeto de nação (dado o aspecto dirigente de nossa Constituição Federal de 1988) pautada no Estado Democrático de Direito, que possui acima de tudo um caráter propositivo e de transformação social, rumo ao desenvolvimento econômico e social do país. Nesse sentido, podemos afirmar que o rompimento dessa realidade econômica e social perpassa pela responsabilidade social do Estado. Somos uma economia rica, mas de uma população, em sua grande maioria, pobre. A responsabilidade fiscal (também deve ser debatida e implementada) tão defendida pelos propositores desse programa de desconstrução da rede de proteção social deve estar em observância à Constituição Cidadã de 1988, não para o interesse do mercado financeiro (mercado securitário), mas sim na transformação da nossa realidade.
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