A redução da tarifa de importação de bens de tecnologia de informação tem a finalidade de promover o aumento das importações desses insumos tecnológicos (são também produtos finais, mas nesse caso entram como insumos em nossa economia), de modo a promover modernização. Segundo o Secretário Especial de Comercio Exterior e Assuntos Internacionais, "Tecnologias da informação são insumos. (O efeito) É exponencial. Quando você dá um choque não apenas de qualidade e preço, mas também mexe no acesso àquilo de mais avançado que está acontecendo, automaticamente multiplica por várias vezes sua produtividade interna". De fato, essa medida pode favorecer tanto o setor produtivo, ganhos de eficiência e modernização, quanto às empresas de tecnologia de informação ao agregarem valor aos serviços prestados. É válido ressaltar que essa desoneração, se ocorrer, deve ser de no curto prazo, haja vista a demanda reprimida a ser atendida. Já no médio e longo prazos, deve haver o fomento doméstico no sentido de promover os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias (produção não a importação desses bens), seja por exemplo via abertura de linhas de crédito subsidiados e orientados para esses fins, por exemplo. Saliento que o efeito dessa política, se implementada, é contabilizado negativamente no levantamento do que foi produzido pela economia no período, pois se trata de uma operação de importação (para promover uma modernização doméstica com o intuito de haver ganhos de produtividade). Se acontecer, deve ser uma política de curtíssimo prazo e, que não esteja orientada a atender os interesses do mercado do Estados Unidos, por ora grandes produtores tecnológicos (pois os efeitos são danosos no que tange à especialização no consumo em detrimento à produção desses bens), fato teorizado por David Ricardo como vantagem comparativa.
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