_É incrível pensar, mas apenas um século atrás era não apenas aceitável, mas exigível o uso de espartilhos, que afetam severamente as costelas, causam problemas de coluna, equilíbrio, etc, apenas porque a silhueta de cintura afinada tornava as mulheres mais atraentes aos homens da época. Não é como se ainda não existissem trajes que aprisionam nossa autoimagem ao gosto de outras pessoas que não o nosso, mas de qualquer forma, um longo caminho já foi trilhado desde a abolição da obrigatoriedade do espartilho._ _A autonomia de vestir o que quiser e como quiser, não é apenas de escolher um estilo pessoal, é poder livrá-lo de outras expectativas que não as suas. Assim como o uniforme de atletas femininas deve ser adaptado ao seu conforto e performance, mantendo a estética das atletas, assim também deve ser a vestimenta das mulheres, pensada, criada e valorizada para e por elas. O feminismo tem esse poderzinho de empoderamento pessoal que se torna coletivo e gera ainda mais empoderamento individual. E que forma mais acessível que a moda para tomar o poder sobre os nossos corpos, gostos e estética._
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