Estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas IBRE FGV, referente às consequências da recessão que o país atravessou entre 2015-2016, endossa o aumento da acumulação de renda entre os 10% mais ricos já acumulam um aumento de 3,3% de renda do trabalho, ou seja, além de superar as perdas, já ganham mais do que antes da recessão. Enquanto os mais vulneráveis amargam uma queda de mais de 20% da renda acumulada. Uma das conclusões contundentes é “a retomada da atividade brasileira é bastante desigual entre os trabalhadores”. “As oscilações na relação entre a renda média do trabalho dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres mostram que, desde 2015, essa desigualdade vem crescendo, e atingiu em março (2019) o maior patamar desde 2012, quando começou a ser feita uma série histórica sobre o assunto”. Pelo visto, esses dados reafirmam que a economia brasileira, apesar de figurar entre as 9 economias do mundo – dados de 2018, também assume posto de destaque entre as de maior desigualdade de renda, fato que afasta o país dos trilhos do desenvolvimento econômico e social. Ironicamente, diante da nossa formação econômica, agentes políticos propõem um capitalismo selvagem, e negligente à nosso processo de formação (expansão do capitalismo no mundo e reflexos), e o fim da responsabilidade social do estado brasileiro. A cultura política nacional atua contra a pauta coletiva, contra a maioria dos brasileiros (contra mim).
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