Existem notícias que me fazem questionar: “a gente tá em qual século mesmo?”. Apesar de parecer medieval para nós brasileiros, a mutilação feminina ainda é uma prática recorrente de países como a Nigéria. De acordo com levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A ONU revelou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, risco de morte causado por possíveis infecções e, ao meu ver, uma violação profunda na humanidade e cidadania feminina. Mas este cenário está prestes a mudar. O presidente Goodluck Jonathan (vocês também amaram esse nome?) aprovou a criminalização da mutilação genital feminina na Nigéria. A medida, que também prevê punição aos homens que abandonarem suas mulheres e filhos (nós temos essa no Brasil) vai contribuir para a diminuição deste hábito mutilatório. “É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher.
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