*Como o Pole Dance mudou a minha vida* Eu sei, eu sei. Demorei muito pra começar a falar por aqui do que realmente interessa (pelo menos pra mim hahaha). Mas ainda é muito difícil para mim escrever algo sobre o Pole e sobre como uma atividade física transformou a minha vida. Até porque esse título pode parecer meio sensacionalista pra quem chegou agora aqui e não me conhece. Mas eu juro que é verdade, e eu vou te convencer rapidinho disso. Por isso, antes que eu faça um textão do tamanho do mundo e acabe tendo que cortar algo que é tão importante pra mim, já vou avisando que esse assunto vai rendeeeer por aqui nas próximas semanas. Vamos começar pelo começo. E o começo é uma Luiza, com 21 anos, que nunca fez nenhuma atividade física na vida, a não ser as aulas de educação física das quais não conseguia fugir e os 3 meses de natação quando criança, porque o médico falou que ia ajudar a crescer uns centímetros a mais. Meu primeiro contato com o Pole foi em uma festa de faculdade, na qual tinham contratado uma dançarina para se apresentar. E desde que a vi no palco, esbanjando força, sensualidade e muita segurança, eu nunca mais consegui parar de pensar naquilo. “Mas poxa, como eu, a pessoa mais sedentária e tímida da Terra, vou conseguir fazer todas aquelas acrobacias, que exigem tanta força e flexibilidade? Eu sequer tenho coragem de usar as roupas que ela usa!” Aquilo era demais pra mim, era coisa de ginasta, de bailarina. Não sei quantas vezes eu mandei mensagem para a minha futura professora antes de começar. Não sei quantas desculpas dei para mim mesma antes mesmo de experimentar. Por falta de coragem, demorei UM ANO para fazer a minha primeira aula. Mas assim que saí da sala, soube que havia encontrado uma grande paixão. E daí pra frente, não tinha mais cura. O pole foi dominando as conversas com amigos, as horas a fio no YouTube e minhas horas livres. Rapidinho virou terapia, e um jeito de fugir dos problemas do dia-a-dia. Mas uma coisa nunca saiu da minha cabeça: por que diabos eu não comecei a fazer pole antes? Eu li em diversas matérias sobre como você não precisa de pré-requisitos para começar a praticar. Mesmo assim eu não acreditava em mim para ficar de cabeça pra baixo no alto de uma barra de alumínio (falando desse jeito, dá até pra entender meu medo, né?). A verdade é que é muito difícil acreditar na nossa capacidade, né? Por mais que eu já tivesse lido sobre como a gente começa do básico, com movimentos simples e vai evoluindo de acordo com o nosso próprio corpo, eu nunca achei que passaria da primeira aula. Porque eu não me achava boa o suficiente, mesmo sem nunca ter experimentado. (continua…)
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