*Eu faço jejum - mas não é para emagrecer* Desde pequena, nunca senti fome ao acordar de manhã. “O café é a refeição mais importante do dia”, dizia minha mãe. E os médicos. E a televisão. Mas, para mim, acordar cedo e ter que comer nunca foi uma sensação prazerosa. Porém, continuava me forçando - afinal, sempre disseram que eu deveria comer de 3 em 3 horas. Até que o jejum intermitente virou moda, e eu consegui, finalmente, me adaptar à uma dieta. E eu não falo de dieta como uma forma de emagrecer, mas sim como uma rotina de alimentação. As melhoras no meu corpo foram significativas: tenho mais energia, não me sinto tão cheia o dia inteiro, tenho beeem menos gastrite (que sempre foi frequente na minha vida) e a melhor parte para mim foi não precisar me forçar a comer mesmo estando sem apetite nenhum pela manhã. Não existem pesquisas satisfatórias que garantam os resultados para o bem ou para o mal de adotar essa dieta. No entanto, assim como em qualquer outro regime alimentar, a recomendação é, além de fazer acompanhamento com um especialista, entender o que funciona no seu corpo e o que é sustentável no seu estilo de vida. E, pelo menos no meu corpo, faz muito sentido adotar essa premissa básica: se não tenho fome, não preciso comer. A verdade é que, aprender a comer da forma correta, consumindo alimentos de alto valor nutritivo, é muito mais importante do que, de fato, adotar qualquer dieta da moda e sofrer com a restrição. Mas, pelo menos para mim, o jejum intermitente não é uma dieta restritiva (caso contrário, eu seria completamente contra). Eu só aprendi a entender as necessidades do meu corpo. E se algum dia eu acordo de manhã com fome, não penso duas vezes antes de preparar um café caprichado.
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